sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Eu, Você e a Garota que Vai Morrer - Jesse Andrews

Fazia algum tempo que tinha comprado esse livro e relutei por muito tempo para começar a leitura dele, não sei por quê, mas uma coisa que tinha certeza é que tinha medo de estar lendo mais um "livro A Culpa é das Estrelas", não que eu não tenha gostado, mas vamos dizer que mais do mesmo nem sempre é legal, e então comecei a leitura na maneira mais despretensiosa e sem dar muitas esperanças.

Realmente não encontramos nenhum traço do livro de John Green, afinal de contas não estamos lendo um romance, e sim um relato de um garoto que está perdendo uma 'amiga'. No livro acompanhamos bastante os pensamentos de Greg e o que ele acha que deve ser a vida e como ela funciona, mas tudo isso apenas no seu mundo, em sua mente. É bem tedioso e chato, em alguns momentos eu travei na leitura e em outros a leitura fluía, no fim do livro fiquei meio que receoso se gostei ou não da leitura.

Sobre os pensamentos do Greg, vemos que sua cabeça de adolescente é bem deslocada da realidade, ele passa praticamente a sua vida escolar tentando fugir de todos os grupos existentes da escola e foge de ser rotulado como pertencente a um desses grupos, por isso não tem amigos, o que ele tem mais próximo do termo 'amigo' é o Earl, que produz filmes juntos com o Greg. Daí uma colega de escola é diagnosticada com leucemia, e Greg e Earl se aproximam dela, isso acontece depois de muita enrolação na narrativa.

Quando se fala em passar por despercebido, o livro faz isso de maneira excelente, teve sua curta aparição na internet quando lançado, o filme que esperei ser lançado com um grande boom, pelo que acabei de ver foi lançado em 2015 silenciosamente.

Leia por sua conta e risco..

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Livros da Cosac vão virar lixo, e aí?

Acabei de ler três textos publicados no PublishNews, que foram:
Todos os textos falam sobre os motivos que levarão a Cosac a destruir o restante do estoque disponível, sei que os autores são bem mais gabaritados a falarem sobre o tema do que eu, mas o que me espanta é o seguinte:

A própria Cosac se meteu nessa, tiveram a inteligência de produzir um estoque de livros (uma empresa tão inteligente que não conseguia ver sua própria falência acontecendo); conseguiram vender os direitos das obras para outras editoras publicarem com exclusividade sem acabar com  o estoque; conseguiram vender parte do estoque com exclusividade para a Amazon negociar; e dizem que economicamente falando, pra uma empresa falida é mais barato que o produto que está em estoque (com certeza o armazenamento gera despesa), tenha seu produto destruído (o processo gera despesa), e seja jogado fora (gerando despesa), tudo isso sendo comandado por várias pessoas (que recebem algum pagamento, que gera despesas).

Não é a emoção falando, mas com certeza, se quisessem poderiam fazer algo nos meios termos e se livrar de parte do estoque sem doer pra nenhum dos lados, "doações" pagas com apenas custo de contabilidade, estoque, armazenagem, transporte, direitos do autor, salários e pronto.

O que eu estou vendo, é que tá mais fácil destruir tempo, trabalho e dinheiro investidos do que se esforçar pra colocar isso em algum lugar. Mas estamos falando de negócios, né? Não entendo os riscos, os investimentos, motivações e até mesmo contratos realizados.

É difícil entender o que irá acontecer, pois aparentemente os livros serão realmente destruídos, sem perspectiva de receberem outro destino, a própria empresa acorrentou esse estoque a si mesma sem chances de eles saírem por algum outro meio.

No aguardo sobre o futuro desses livros..

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Tudo que tenho de fazer é Sonhar - Eddie Silva

Como o autor bem gosta de destacar, este livro foi escrito em dispositivos móveis, mas isto não é importante em si, apenas para quem viveu no boom dos smartphones, posso dizer que até tive uma certa inveja, pois também fui adepto a produzir conteúdos por meio do smartphone, algo comum neste blog em seus anos iniciais.

"Tudo que tenho de fazer é Sonhar" foi escrito pelo brasileiro Eddie Silva que vive nos EUA, conheci o livro quando estava lançando meus contos na Amazon e o Eddie me enviou uma prova do livro antes de lançá-lo na Amazon, mas terminei de ler depois dele ser lançado, mas vamos lá.

Assim como disse na minha pequena resenha na Amazon, ler este livro é como viver ou ver um filme dos anos 80, um clássico da Sessão da Tarde, lógico que com um toque de cidade do interior do Brasil, algo bem aconchegante, pessoas conhecidas, uma vida pacata.

Não vou detalhar nada do livro, até por quê acho que o livro deve ser conhecido em sua leitura, mas vou fazer um CTRL + C e CTRL + V da descrição do livro:

O livro conta a história de Léo, um garoto do interior que acaba de entrar na adolescência. Leva uma vida monótona na cidade interiorana de Fronteira do Sul, no início dos anos oitenta. Passou as férias de verão nadando num rio a alguns quilômetros de sua casa. Na véspera do retorno às aulas ele é abordado por uma gangue de baderneiros que querem agredi-lo por simples diversão. De repente, aparece um garoto enigmático acompanhado de um cachorro beagle e empunhando uma laranja. Esse será o início de uma longa e sólida amizade.
São tantos detalhes que gostaria de comentar, que teria até medo de soltar spoiler, mas a questão é que vemos a mais pura realidade do conceito de amizade, como surge uma amizade, como a amizade cresce e se torna eterna apesar dos anos.

Sobre ser um clássico dos anos 80 em pleno 2016, podemos fazer nosso check-list para confirmar:
  • paixão juvenil;
  • cumplicidade;
  • amizade;
  • animais;
  • música;
  • confusão;
  • toques de tristeza;
Sim, sim, e sim, temos tudo isso sem ser clichê, o livro consegue trazer tudo isso de forma natural, as vezes até me pergunto se o Eddie não está contando a história da vida dele. É tão linda que se não foi da vida dele, esta estória poderia ter sido de qualquer pessoa, talvez quem leia queira ter vivido uma parte daquela estória.

Faça-me o favor de ler logo este livro!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O curioso caso de Benjamin Button - F. Scott Fitzgerald

O que falar desse clássico que mal conheço e considero pra caramba?

Sempre ouvi falar desse livro que havia se tornado filme e que basicamente é a estória de uma 'criança' que nasce velha e vai rejuvenescendo, tudo estranho e nada engraçado, até o momento que você pega o livro e vai ler.

Só pra você entender o nível de gosto pelo livro, a coisa foi tanta que comecei numa noite de sexta e terminei no sábado de meio dia, se não tivesse tido controle tinha ido até mais de duas da manhã, o livro é curtinho, li no Kindle nessa edição de 64 páginas da L&PM.

Mas por quê tão bom, Daniel??

Por quê é comédia, por quê estamos falando da vida de uma pessoa acontecendo ao contrário, imagine ter 20 anos no corpo de uma pessoa de 50, e ao mesmo tempo seu pai também ter 50, como seria sua vida? Quais seriam seus interesses com tudo acontecendo ao contrário?

Eu ri, e em certos momentos as coisas foram bem sérias, novamente ri mais vezes até chegar o fim do livro e eu ficar bem pensativo.

Não sei o que dizer exatamente sobre o livro, mas Fitzgerald basicamente nos diz que a vida segue um mesmo padrão independente de que ponto começamos, da idade mais jovem ou mais velha, tudo se repete, e o início pode ser igual ao fim e vice-versa.

Recomendo bastante o livro para quem quer uma leitura leve, humorada e ao mesmo tempo algo sério e pensativo.

sábado, 27 de agosto de 2016

Quando o hobbie se torna um fardo

Por muitos anos encarei este blog como uma possibilidade de diversão e também uma possibilidade de ganhar algo, o que nunca deixou de ser uma verdade, lá no começo dele eu era virado na tecnologia, vivia postando via celular numa época que 3G não existia e uma conexão móvel de um minuto consumia vários reais de crédito, mas era divertido, se deixasse todo dia escrevia algo sobre tecnologia, queria tornar o meu blog algo notável, talvez me destacar no meio de tantas personalidades da internet que acompanhei na época. Mas isso já passou, metade dessas pessoas perdi contato e seus blogs deixaram de existir..

Eu não sabia ao certo sobre o que gostaria de escrever num espaço na internet; tecnologia, vida pessoal, livros, sobre tudo e nada ao mesmo tempo? O blog se desgastou durante um bom tempo por causa disso, houve várias reformulações e até hoje eu não sei ao certo sobre o quê quero escrever, só que as vezes sinto a necessidade de escrever.

Ainda não sei se o blog está pronto para voltar, e o que farei com ele, mas não esperem uma periodicidade aqui, muito provavelmente continuarei falando sobre livros, eu acho.