segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Papo Livresco: O que aconteceu com a Kobo?

Não que eu esteja pensando em trocar de ereader, mas ultimamente passei a me interessar pela Kobo por causa do seu belo material gráfico nas redes sociais (digo, instagram), então comecei a pesquisar os modelos vendidos no Brasil, eis que encontro o problema..

A loja que vende oficilamente os produtos da Kobo no Brasil é a Livraria Cultura, pesquisei por diversas vezes no site e os resultados só voltavam com ebooks, novamente pesquisei e achei no máximo poucos acessórios para alguns dos leitores. Tive que ir no site oficial da Kobo e ver se por acaso tinham trocado de distribuidora no país, e a Livraria Cultura continua sendo indicada como a forma oficial de adquirir esses ereaders, mas não existe nenhum modelo a venda, corri no Google e em nenhum lugar se diz o que aconteceu com os produtos no país.

Resolvi dar uma vasculhada no facebook da empresa e vi que algumas pessoas falaram sobre a falta dos produtos no site da Cultura, a Kobo alegava que ainda existiam unidades a venda, os clientes diziam que não, mas desde outubro de 2016 ninguém que relatou a falta conseguiu comprar um Kobo. Uma das respostas da Kobo na página foi: 
Obrigado pelo seu contato. 

Como informamos, a Cultura ainda está vendendo nossos aparelhos no Brasil. Para maiores informações como, disponibilidade de estoque. Por favor, contate a Livraria Cultura. 

Pedimos desculpas por qualquer inconveniente.
O que é bem estranho para a marca dizer isso, pois o site em si não está vendendo nada dos ereaders, a própria empresa que fabrica o produto não sabe da situação dele no país. Outro usuário perguntou sobre a chegada de um novo modelo no Brasil e a previsão seria em 2017. Seria então novidades para a Kobo no país? Ou simplesmente resolveram abandonar o mercado brasileiro? 

Qualquer que seja a resposta, continuo com meu Kindle firme e forte.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Star Trek: Sem Fronteiras (Star Trek Beyond, 2016)

Não tenho como começar a falar sobre um dos novos filmes de Star Trek sem continuar a comparar com a série clássica, e a cada novo filme cada vezes mais digo que a coisa está ficando mais próxima da original.

Fazia muito tempo que estava querendo assistir a Star Trek: Sem Fronteiras, infelizmente não pude assistir no cinema e esperei sair em blu-ray, o que ultimamente tenho menos feito é comprar e assistir mídia física, do nada, num sábado a noite me lembro que o filme tinha sido lançado no Google Play, estava em promoção, tinha um cupom e tinha um saldo do Rewards, então, por que não?, no fim das contas paguei menos de R$2,00 no aluguel do filme.

Apaguei a luz do quarto, peguei a pipoca, o copo de coca e um chocolate, baixei o filme no tablet e mergulhei em duas horas de filme, só posso dizer uma coisa sobre a experiência: NOSSA!

Aluguei o filme legendado pois a versão dublada ainda não estava disponível, mas mesmo assim a experiência foi ótima, efeitos ótimos, atuação ótima, ação na medida certa, ficção científica como sempre. Talvez tenha deixado passar alguma referência, mas mesmo assim curti muito o filme, com certeza não teria me arrependido de ter assistido no cinema.

Ahh.. Gostei muito da homenagem feita à Leonard Nimoy, infelizmente pouco tempo antes do lançamento do filme o ator Anton Yelchin morreu num trágico acidente.

Novamente, estou na espera do próximo filme, pois este foi literalmente destruidor, se é que permitem o trocadilho, gostaria de saber como reconstruirão a sequência. 😜

domingo, 1 de janeiro de 2017

12 livros para 2017

Vendo um vídeo no canal da Tatiana Feltrin tive a ideia de adotar essa meta literária, traçar que lerei pelo menos 12 livros no ano, um por mês, uma leitura quase que obrigatória, mas nada que eu não possa incluir uma leitura a mais ou até mesmo trocar um livro de um mês por outro.

Os livro serão:

Janeiro
Morte na Mesopotâmia - Agatha Christie

Fevereiro
Os Últimos Dias de Nossos Pais - Joël Dicker

Março
A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra - Robin Sloan

Abril
Dewey, Um gato entre os livros - Vicki Myron

Maio
O Planeta dos Macacos - Pierre Boulle

Junho
Léxico - Max Barry

Julho
Doctor Who: A Cidade da Morte - Douglas Adams, James Goss

Agosto
Em Chamas - Suzanne Collins

Setembro
A Esperança - Suzanne Collins

Outubro
Fahrenheit 451 - Ray Bradbury

Novembro
Os 13 Problemas - Agatha Christie

Dezembro
Um Destino Ignorado - Agatha Christie

Em 2016 minha meta deu errada, mas vamos ver se esses livros que tenho mais interesse em ler me ajudam a cumprir esta meta.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Eu, Você e a Garota que Vai Morrer - Jesse Andrews

Fazia algum tempo que tinha comprado esse livro e relutei por muito tempo para começar a leitura dele, não sei por quê, mas uma coisa que tinha certeza é que tinha medo de estar lendo mais um "livro A Culpa é das Estrelas", não que eu não tenha gostado, mas vamos dizer que mais do mesmo nem sempre é legal, e então comecei a leitura na maneira mais despretensiosa e sem dar muitas esperanças.

Realmente não encontramos nenhum traço do livro de John Green, afinal de contas não estamos lendo um romance, e sim um relato de um garoto que está perdendo uma 'amiga'. No livro acompanhamos bastante os pensamentos de Greg e o que ele acha que deve ser a vida e como ela funciona, mas tudo isso apenas no seu mundo, em sua mente. É bem tedioso e chato, em alguns momentos eu travei na leitura e em outros a leitura fluía, no fim do livro fiquei meio que receoso se gostei ou não da leitura.

Sobre os pensamentos do Greg, vemos que sua cabeça de adolescente é bem deslocada da realidade, ele passa praticamente a sua vida escolar tentando fugir de todos os grupos existentes da escola e foge de ser rotulado como pertencente a um desses grupos, por isso não tem amigos, o que ele tem mais próximo do termo 'amigo' é o Earl, que produz filmes juntos com o Greg. Daí uma colega de escola é diagnosticada com leucemia, e Greg e Earl se aproximam dela, isso acontece depois de muita enrolação na narrativa.

Quando se fala em passar por despercebido, o livro faz isso de maneira excelente, teve sua curta aparição na internet quando lançado, o filme que esperei ser lançado com um grande boom, pelo que acabei de ver foi lançado em 2015 silenciosamente.

Leia por sua conta e risco..

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Livros da Cosac vão virar lixo, e aí?

Acabei de ler três textos publicados no PublishNews, que foram:
Todos os textos falam sobre os motivos que levarão a Cosac a destruir o restante do estoque disponível, sei que os autores são bem mais gabaritados a falarem sobre o tema do que eu, mas o que me espanta é o seguinte:

A própria Cosac se meteu nessa, tiveram a inteligência de produzir um estoque de livros (uma empresa tão inteligente que não conseguia ver sua própria falência acontecendo); conseguiram vender os direitos das obras para outras editoras publicarem com exclusividade sem acabar com  o estoque; conseguiram vender parte do estoque com exclusividade para a Amazon negociar; e dizem que economicamente falando, pra uma empresa falida é mais barato que o produto que está em estoque (com certeza o armazenamento gera despesa), tenha seu produto destruído (o processo gera despesa), e seja jogado fora (gerando despesa), tudo isso sendo comandado por várias pessoas (que recebem algum pagamento, que gera despesas).

Não é a emoção falando, mas com certeza, se quisessem poderiam fazer algo nos meios termos e se livrar de parte do estoque sem doer pra nenhum dos lados, "doações" pagas com apenas custo de contabilidade, estoque, armazenagem, transporte, direitos do autor, salários e pronto.

O que eu estou vendo, é que tá mais fácil destruir tempo, trabalho e dinheiro investidos do que se esforçar pra colocar isso em algum lugar. Mas estamos falando de negócios, né? Não entendo os riscos, os investimentos, motivações e até mesmo contratos realizados.

É difícil entender o que irá acontecer, pois aparentemente os livros serão realmente destruídos, sem perspectiva de receberem outro destino, a própria empresa acorrentou esse estoque a si mesma sem chances de eles saírem por algum outro meio.

No aguardo sobre o futuro desses livros..